Cinco escolas da rede municipal de Cotia que alcançaram nota 7 ou mais no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 foram homenageadas pela Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria de Educação, com o prêmio “Globo de Ouro” da Educação.
Entre as unidades premiadas está a Escola Municipal Francisca de Oliveira, no Jardim Samambaia, que alcançou nota 7,6. O troféu foi recebido pelo ex-diretor Vicente Machado, que esteve à frente da unidade e se aposentou no início deste ano.
Também foram premiadas a EM Edith dos Santos Silva, no Jardim Caiapiá, com nota 7,5; EM Ildefonso Emiliano de Brito, no Jardim Colinas de Cotia, com 7,4; EM José Grotoli, na Quinta dos Angicos, com 7,6; e EM Teresa Benvinda Costa Maia, no Parque São George, que alcançou 7,0.
Os troféus foram entregues pelo prefeito Welington Formiga e pela secretária de Educação, Ana Paula Santos, aos representantes das escolas.
Educação se faz todos os dias
Ao abrir a cerimônia, Ana Paula destacou que os resultados são fruto do trabalho realizado diariamente dentro das escolas e dividiu o reconhecimento especialmente com professores, gestores e demais profissionais da rede.
A secretária lembrou os desafios enfrentados pela Educação e afirmou que, mesmo diante das dificuldades, as escolas conseguiram avançar. Para ela, os resultados mostram que os investimentos em estrutura, materiais pedagógicos, formação e acompanhamento do ensino começam a aparecer na aprendizagem dos estudantes.
“Aprendemos todos os dias. A educação ajuda no desenvolvimento do cidadão”, destacou a secretária, ressaltando que o objetivo é continuar avançando nos próximos anos.
“Escola pública tem que ser de qualidade”
Há 26 anos na direção da EM Edith dos Santos Silva, Luciene Baia Lopes acompanhou de perto uma transformação que vai muito além dos números. Segundo ela, a unidade chegou a correr o risco de fechar por falta de alunos. Hoje, tornou-se referência e alcançou 7,5 no Ideb.
“Escola pública não precisa ser escola ruim. Tem que ser de qualidade”, afirmou.
Para Luciene, o resultado é consequência de uma parceria construída entre professores, alunos, famílias e comunidade. A diretora lembrou ainda que parte das crianças avaliadas passou pelo processo de alfabetização durante a pandemia, o que tornou o resultado ainda mais significativo.
“Ter a comunidade ao lado faz toda a diferença”, disse. E resumiu o ambiente que procura construir na unidade: “Aqui nós somos felizes”.
Acolhimento também ensina
Na EM Ildefonso Emiliano de Brito, que alcançou 7,4, a diretora Maria Patrícia Madeira da Silva destacou o trabalho coletivo e o acolhimento como elementos fundamentais para manter o bom desempenho da escola.
“É desafiador, mas conseguimos. A equipe deu as mãos e trabalhou junto”, afirmou.
Segundo ela, a implantação do período integral abriu novas possibilidades para os estudantes. Mas existe outro ingrediente, impossível de medir em uma prova: o cuidado entre as pessoas. Na escola, uma pergunta simples faz parte da rotina: “Você está bem hoje?”.
Já na EM Teresa Benvinda Costa Maia, a nota passou de 6,6 para 7,0. Para a diretora Kátia Santos, o avanço está ligado à busca permanente por novas práticas e estratégias que estimulem os estudantes.
Na EM José Grotoli, a diretora Priscila Jandira Santos também dividiu o resultado com quem vive o cotidiano da escola. “Não consigo nada sem a equipe e os pais”, afirmou. O desempenho teve um significado especial por ser o primeiro Ideb desde que ela assumiu a direção, logo após a pandemia.
Crianças carentes, mas cheias de sonhos















